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Quanto custa a água?

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Material:

Contas de água solicitadas anteriormente, sites ou livros com ilustrações de hidrômetros.

O que é?

Um exercício de olhar para o próprio consumo diário de água e calcular o gasto doméstico.

Para quem?

Crianças, a partir de seis anos e adolescentes.

Para quê?

Tomar consciência de que a água é fundamental para a vida, custa e é finita. Clique aqui para saber mais.

Onde?

Na sala ou no pátio.

Em quanto tempo?

Uma sessão de 90 minutos.

Expectativas de aprendizagem:

Saber ler o hidrômetro e a conta de água. Praticar medidas para economizar água.

Como?

No dia combinado para todos trazerem uma conta de água de casa (inclusive você), sentados em círculo, inicie uma conversa sobre o consumo de água realizado no dia, antes dessa roda. Em que situações usaram água? Para tomar banho? Para beber?Que outras situações? Conseguem pensar em passar todo um dia sem ela?
Pergunte em que momentos do dia bebem água. Eles provavelmente responderão que é quando têm sede, depois de terem corrido no pátio, jogado bola. Mas, por que será que sentiram sede?

Aproveite se alguém se aproximar da explicação de que precisamos repor a água perdida porque nosso corpo precisa de água para funcionar. Estimule suas hipóteses a respeito do assunto, oferecendo-lhes algumas explicações (ver anexo), de forma que reconheçam a indispensabilidade da água para a vida. E então, se ela acaba?

Pode ser que digam que isso não acontecerá nunca, porque a água da Terra evapora, forma as nuvens e retorna à Terra em forma de chuva. É certo que isso acontece, renovando o volume dos rios, lagos e lençóis freáticos. A água se renova, num ciclo sem fim; ela circula constantemente pelo planeta e é sempre a mesma. Mas a exploração que o ser humano faz dos recursos hídricos é muito mais rápida que a renovação natural que é lenta e ainda há mais um fator agravante: o crescimento do número de habitantes do planeta, ou seja, cada vez há mais gente consumindo água. Por isso, há um descompasso grande entre a renovação natural da água e seu consumo. Além disso, a poluição dos mananciais (nascentes da água), provocada pelo homem, faz com que a água potável diminua cada vez mais no planeta, além de provocar doenças. Então, ela pode acabar, sim. Mas, nós podemos fazer muita coisa para que isso não aconteça....

Pergunte os hábitos que a família tem de consumo de água: para beber, para tomar banho, para lavar a louça e a casa. Eles já viram o funcionário da companhia de água da cidade passar pela sua casa para ler o relógio de água, o hidrômetro? E eles mesmos já chegaram perto para ver? E a conta da água, já viram uma, já tentaram entender? Não? Então está na hora de aprender.

Mostre a eles figuras de hidrômetros e explique que são aparelhos que medem a entrada de água nas casas, edifícios, escolas, hospitais etc. e ficam localizados perto do registro geral de entrada de água que vem da rua. A maior parte deles é digital, mas há os de ponteiro. Nesse caso, a leitura é feita da esquerda para a direita, considerando-se somente os ponteiros de cor preta de cada reloginho.
Para os maiores (nove anos ou mais) dê orientações sobre como construir uma tabela para verificar a média  mensal de consumo de água, em sua casa . Veja aqui exemplo de tabela. Os pequenos poderão levar a tabela para casa para que os pais ou irmãos mais velhos possam preencher, ao seu lado, se puderem.

Estimule-os a desenvolver o hábito de fazer a leitura periódica do hidrômetro. Agindo assim, poderão conferir suas contas de água, controlar o consumo e até descobrir vazamentos. Observe que quanto maior o consumo de água, maior será o preço a pagar.

Em seguida, eles vão ler a conta de água que trouxeram, em duplas, seguindo, passo a passo, a conta que você vai ler. Clique aqui para ver exemplo de uma conta com as especificações.

E se?
E se nem todos trouxeram a conta solicitada? E se nem todos souberem ler ainda? Nesse caso, faça duplas ou trios, agrupando os que sabem mais com os que sabem menos, de forma que se ajudem na tarefa. Clique aqui para orientações.

Chame a atenção para que observem, ao final da leitura da conta de água, se todas têm também tarifa de esgoto, pois muitos bairros não têm esse serviço de saneamento. Questione, então: se não há, para onde vão os dejetos? Se estiverem desaguando em algum rio ou correndo a céu aberto oferecem sérios riscos de contaminação à população, devido à poluição. Nesse caso, a responsabilidade é do poder público. A associação de moradores do bairro deve reivindicar a presença de esgoto junto aos órgãos da prefeitura do município.

A seguir, faça com eles, numa folha de papel jornal, uma lista de fatores que desencadeiam a perda de água (ocorre perda quando há vazamentos, canos arrebentados, torneiras pingando) ou desperdício (quando se gasta água demais, sem necessidade) e, ao lado de cada fator, as medidas que devemos tomar para evitar tal perda ou desperdício. Ao final, ficará claro que várias soluções dependem de nossas atitudes, como: cuidar de vazamentos domésticos; controlar o tempo de banho; fechar as torneiras ao se ensaboar ou enquanto se escova os dentes ou se faz a barba; reutilizar a água usada para lavar roupas na limpeza do quintal e não “varrer” a calçada com água e sim com vassoura. Outras medidas como vazamentos nas tubulações, falta de manutenção das mesmas, bueiros descobertos, não dependem de nós e sim do poder público.

Em ambos os casos, a água custa. É comum que as tubulações dos sistemas de captação e distribuição e as estações de tratamento, por onde a água passa, antes de chegar às nossas casas, sejam vistas como “naturais”, como se existissem desde sempre e não precisassem ser construídas, cuidadas e estar em constante manutenção. Outro ponto importante é que há pessoas que trabalham nesse percurso anterior à chegada da água nas nossas residências, garantindo que ela chegue em boa qualidade para ser consumida e isso tem um custo também. E, todo esse custo é coberto pelo dinheiro dos impostos, os quais é a própria população que paga.

Por todas essas razões precisamos ficar atentos e mudar os hábitos. Desta forma, contribuímos para a nossa qualidade de vida e para a vida de nosso planeta. Se for possível, convide-os a entrar nos sites abaixo, bastante sugestivos.

Para os pequenos:
http://www.youtube.com/watch?v=SlfpR8IgQeY&NR=1&feature=fvwp 

Para os adolescentes:
http://www.youtube.com/watch?v=U8VNSjvu8YA&feature=relate 
http://www.youtube.com/watch?v=yu8gTbDhjfc&feature=related

Para ambos:
http://www.youtube.com/watch?v=tjuPp9AoMSo 
http://www.youtube.com/watch?v=g26Wk4gpkws&feature=related
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/preservar-a-agua-621975.shtml
http://www.youtube.com/watch?v=lA9LtWOs0sE

 Clique aqui para ver exemplo de uma conta com as especificações.

É hora de avaliar:

Depois das atividades, em círculo, conversem sobre as aprendizagens realizadas; o que mais os surpreendeu; a descoberta mais importante que fizeram; do que ficaram convencidos e do que não ficaram.



Referência para esta oficina:


SECRETARIA DE ESTADO DA EDCAÇÃO e FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO A DUCAÇÃO- FDE. Ensinar pra vale r(módulo3). São Paulo, 1997.

O que mais pode ser feito?

Você pode levá-los para conhecer a rede de tratamento de água do seu município; o grupo pode fazer um convite  a um funcionário da estação de tratamento para  dar uma entrevista na ong/escola; as crianças e os adolescentes poderão produzir  folhetos ilustrativos com explicações e dicas sobre a importância e modos de se economizar água e  sair em conjunto, num horário determinado para distribuir para as pessoas e estabelecimentos comerciais da redondeza, além de levar para as famílias.

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