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Brincar no território

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Publicada: 05/06/2012

Formação do projeto Brincar leva educadores para praça em bairro da zona leste de São Paulo

Brincar No último sábado, dia 02/06, o Projeto Brincar realizou mais uma das atividades de formação da iniciativa em parceria com o grupo Marista, o Projeto Brincar no Território. Realizado no Centro Social Marista Robru (zona leste de São Paulo) o encontro contou com diversos educadores ligados à Rede Marista e parceiros da instituição.

 

A coordenadora do Projeto Brincar, Maria Lúcia Medeiros, afirma que a parceria é consequência direta da premiação do projeto como Pontinho de Cultura. "No ínicio de 2012 recebemos os valores referentes à premiação e ficamos pensando em como utilizá-la", relata Lúcia.

Ela conta que optaram por algo que pudesse juntar formação e mobilização no território. "Um dos participantes de nossas outras formações nos colocou em contato com o Grupo Marista. Conversamos e surgiu a ideia de apresentarmos o Brincar nos seminários trimestrais da instituição e depois planejamos em conjunto a criação do Brincar no Território". Para Lúcia, uma das vantagens desta ação é seu alcance. "Estamos trabalhando com educadores que fazem parte tanto da rede Marista quanto de instituições parceiras que costumam participar de seus seminários", diz.

 

A formação do dia 02, que se estendeu durante todo o dia, foi dividida em dois momentos. Pela manhã os educadores partiparam da formação ministrada pela formadora do Brincar, Lindalva Souza. Na parte da tarde, seguiram até uma das principais praças do bairro e colocaram em prática o que foi apresentado na formação. Desta forma os pais e crianças do entorno tiveram uma tarde de brincadeiras ao ar livre orientadas pelos professores e pela equipe do Brincar.

Brincar

Segundo Lindalva, este é um dos objetivos da formação: sensibilizar o olhar do participante para a cidade. "Queremos que os educadores sejam estimulados a terem uma ação efetiva no território onde atuam. É uma ação que visa favorecer as relações entre as crianças e seus pais e garantir o direito de brincar. O território não é só o espaço. É o espaço e as relações que as pessoas estabelecem ali. Nossas ações pretendem agir nestas relações", comenta.



Para Lindalva, os beneficiários diretos disso não são só as crianças, mas todas as pessoas que vivem na cidade. "O olhar do educador em um primeiro momento está voltado para as crianças, para garantia de seus direitos. Mas ao agir neste contexto ele acaba envolvendo a família e a comunidade. Então, os atingidos indiretamente pelas ações do projeto formam um grupo bem maior", pensa.

Ela avalia ainda como positivo o retorno que está tendo dos educadores participantes da formação. "Este grupo é bem diferenciado, são questionadores e estão sempre presentes. Eles são atuantes e estão interessados em agir em seus territórios. É um grupo de muito potencial".

 

Quem também participou da atividade foi a coordenadora pedagógica da creche, Marcia Sayoko Nanaka. Segundo a coordenadora pedagógica, a proposta do Brincar se alinhou aos anseios da instituição no que se refere à formação dos educadores. "Vemos como a formação ressignifica o olhar dos educadores, não só em relação às crianças mas também em relação à abrangência de seu trabalho", diz. Brincar

Atualmente a unidade do Jardim Robru atende 180 crianças entre 0 e 5 anos. Os educadores, tanto os da unidade quanto os que vem de outros lugares, que passaram pela formação também atuam como multiplicadores das práticas apresentadas, atingindo dessa forma muito mais pessoas que a comunidade do entorno da creche.

 

"Temos pessoas não só do grupo Marista mas de diversas organizações parceiras de várias partes de São Paulo. O que está sendo feito aqui terá um alcance bem maior do que se este trabalho fosse realizado somente com os professores desta creche", completa Marcia.

 

O Brincar no Território prevê outras ações ao longo do ano, como a apresentação do projeto em outros seminários da rede Marista e a continuidade das formações.



Alexandre Garcia
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